segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Perdi o meu candidato a pres. da FFERJ

People, seguinte:
este é o Blog de um rubro-negro. A voz rouca, a calça preta + camiseta vermelha para vir ao trabalho, enfim, a celebração depois de uma conquista como essa prossegue.
Foi mais do que um título merecido para o mais recente patrimônio histórico carioca.
Perdão pelo trocadilho infame, mas uma frase sintetiza o jogo de ontem:
A VITÓRIA DEMORA, MAS NÃO TARDelli...

Existem resultados absolutamentes obtusos, em se tratando de futebol, devido à atuação desta figura opaca, face à tecnologia contemporânea, chamada árbitro.
Não entendo porque a TV não pode auxiliar em momentos críticos de uma partida.
O melhor ou pior exemplo sobre este assunto vem desta entidade caduca chamada FIFA. Que rejeita a tecnologia, contudo, já expulsou um atleta da Itália, por agressão a um jogador da Espanha, finda a partida numa Copa.
Mas não houve grosseria da arbitragem no jogo de ontem neste nível.

Sim, a arbitragem merece ser devidamente criticada em epsiódios como o da vitória do Botafogo sobre o Flamengo em 1989 quando o atacante Maurício deslocou o então lateral-esquerdo rubro Leonardo.
Ou na mais que justificada irritação dos botafoguenses quando, na final do estadual em 2005, no ano passado, Dodô _ então o maior atacante brasileiro em atividade no mundo, entrava na área para fazer um gol aos 44 min. do segundo tempo e, vexaminosamente, o bandeirinha invalidou a jogada. O goleiro Bruno, espertamente, levantou o braço e ficou parado. E aí a lástima: Dodô foi expulso.

Quanto a ontem, não.
E o que me deixou triste foi perder meu candidato a presidente da Fed. de Fut. do RJ (FFERJ), pouco depois das 18h deste domingo 24 de fev.
Bebeto de Freitas é para mim uma das últimas referências de uma tentativa de transformar o futebol em coisa séria.

Apêndice: em 1985, estudande de jornalismo da UFF, eu e dois amigos (Marcelo Garrido e Danilo Dutra _ este precocemente falecido) entrevistamos a tentativa de dupla do Fla que não se concretizou: Zico e Sócrates. Os dois eram dúvida para a trágica Copa do ano seguinte.
Resposta inesquecível do doutor para três garotos no final da faculdade: "No dia que este país for efetivamente democrático, a última instituição a ser reformada será o futebol." Porque, perguntamos? "Os interesses são muitos e de todos os lados".

De volta ao presente.
Não é possível que um time com a grandeza do Botafogo, escola de futebol histórica a ponto de já ter sido dos maiores fornecedores de atletas para a seleção canarinho, passe pelo vexame propiciado pelos dirigentes Carlos Augusto Montenegro e meu prezado Bebeto de Freitas.

Montenegro chega a ser homofóbico com discursos tipo "o Botafogo é um time de macho". Depois acrescentou que este time é melhor que o do Flamengo. Ou seja, a turma da Gávea não deve ser possuidora de tanta virilidade.
Cá entre nós, uma frase como essa, depois ainda que o judiciário brazuca promoveu um pilhéria no ano passado quando do processo do jogador Rycharlyson contra um dirigente do Palmeiras, é um equívoco sem tamanho. Ainda mais do presidente do Ibope.
Será segura qualquer pesquisa quanto ao tema sexualidade fora dos campos, pois dentro já não o é, promovida por esta instituição?

Vamos ao Bebeto.
Bebeto é um craque em tudo o que faz. Foi grande atleta de vôlei; um dos responsáveis pela trajetória fantástica da seleção deste esporte até na Itália; contribuiu para seleção brasileira ainda neste esporte. E muito.
Aí entra em campo o Bebeto presidente do Botafogo.
Pega uma marca indelével do nosso futebol _ o Botafogo _ chafurdada em dívidas resultante de irresponsabilidades administrativas, segundo sua chapa, de gestões anteriores.
Bota ordem na casa, monta um time, ganha o título estadual de 2006 e ontem pede demissão do cargo devido a uma derrota do Botafogo, frente ao Flamengo, segundo ele, resultante de pressões junto aos árbitros para que estes tenham atuação pró-Gávea.

Lamento, perdi meu candidato dos sonhos à presidência da FFERJ.
O campeonato não acabou. O Ibson foi conversar com o Túlio (dois jogadores de brio) para este não abandonar o jogo ainda em andamento.
Isto, repito, sem falar que há um segundo turno!!!

Senhores, o que é isso?
As expulsões de ontem foram equivocadas?
O Zé Carlos deu uma banda no Souza (mesmo sabendo que este não é um santo), mas o artífice de tudo aquilo foi este goleiro chamado Castillo. Ele quer trazer para o futebol carioca (brasileiro) essa coisa pavorosa que se vê tanto na Libertadores: a tal da catimba de chuteiras em espanhol. Esse é que tinha de ser expulso com o Souza. Para completar, vale lembrar que o Lucio Flávio, um dos melhores em sua posição no Brasil, tomou o primeiro amarelo por tentar intermediar a veborragia cucaracha de seu goleiro. Quanto ao segundo amarelo, não há o que comentar.
E como torcedor fica o meu espanto quanto à não punição do zagueiro alvi-negro Herrera quando este quase quebrou a perna do Cristian.

Será que depois do Bebetinho _ craque do Fla, da selação e do Vasco, com a ajuda de seu xará de Freitas, Bebeto será sinônimo no futebol para choro?
Ou aquilo não passou de uma atuação para conseguir o patrocínio de uma Kleenex da vida?
Vou incorporar uma Mãe Dinah da vida, agora!
O atual técnico do Botafogo pediu demissão no ano passado e sua saída do clube durou nove dias.
Bem, neste caso é um presidente... ahnnn, vejamos, não dou 20 dias para ele retornar ao cargo.

Diga-se de passagem, o Botafogo merece seu retorno e o futebol brasileiro teria uma boa voz de indignação, mesmo quando exagerada ou equivocada.
Mas assim como não tenho mais candidato à presidêcia da república neste país, Bebeto de Freitas passa a integrar a minha lista de não presidentes da FFERJ.

Chega de choro, por isso perdoem-me a maldade.
Como assisti ao jogo num restaurante, não teve jeito:
Daqui por diante já pode ser batizada uma nova forma de se sugerir batata em cardápios.
Batata frita, noisette, rösti, e batata Botafogo.
Mais conhecida como batata palha.

3 comentários:

Anônimo disse...

O Botafogo sempre foi um time glorioso e curioso. As glórias em decorrência de seus inúmeros craques, capitaneados por Mané e Cia. Quando tinha Jairzinho, PC Lima, Roberto, Fischer etc ganhavam de 6x0 e não havia complô de juízes. A curiosidade porque sua torcida não sabe mesmo perder. Agora, paranóicos, reclamam de perseguição. Esquecem-se de que falhas de arbitragem são comuns e não costumam escolher lados. O empurrão no Leonardo, o gol do Tulio impedido contra o Santos, a própria Taça GB num jogo com o America, são alguns exemplos.Tão subjetivo quanto ingênuo (ou racalcado) é atribuir ao juiz as falhas que lhes são intrínsecas: um time desestabilizado emocionalmente, cujo diretor é um boçal, uma incompetência de transformar em gol as vantagens, e a trave como inimiga número um. O resto é balela ou papo pra "macho" dormir. Saudades de um tempo em que o Botafogo tinha presidentes só supersticiosos. Hoje são apenas patéticos.

Unknown disse...

isso aí, Braulito!

Unknown disse...

Bráulio,
ainda bem que vc perdeu seu candidato. Imagina o Bebeto chorão 2 (mal do nome, talvez...) encarando as cobras criadas da FFERJ, soluçando e fazendo biquinho. Não ia dar certo mesmo.

abração