quarta-feira, 19 de março de 2008

Lula e Zapatero ou a diplomacia politicamente incorreta da esquerda



Este tema começou a ficar desgastado, donde imagina-se que o números de extraditados esteja voltando, digamos, a níveis aceitáveis.

Algum motivo?
1 _ Lula e Zapa conseguiram diminuir o número de coquetéis inútes na agenda de seus embaixadores e eles foram trabalhar?
2 _ Lula entendeu que antes de se preocupar com o ring latino em fronteiras flexíveis como cordas é preciso dar um mínimo de atenção à aviltante realidade das grades que esperam brasileiros em aeroportos ricos. Até porque, a briga entre Venezuela, Colômbia e Equador comprovou-se menos pra vale tudo e mais para TELECATCH.
3 _ Zapatero foi eleito, tomou algumas doses de um bom jerez e, relaxado, arremessou: "Na primeira eleição mandei os nossos soldados voltarem do Iraque. Fui reeleito. Já está na hora de nossos franquistas de imigração terem merecidos dias de féria...".

É tudo uma lástima, contudo, fico com a terceira opção.
O governo brasileiro, finalmente, mostrou alguma posição _ perante a diplomacia internacional, retaliando os espanhóis tal qual eles nos têm tratado.
Mas aí reside a questão: são dois governos oriundos do que um dia já foi chamado de esquerda. E a atitude mútua foi tão truculenta quanto quaisquer mecanismos de governos de ou oriundos da direita frente à incapacidade de diferenciação entre um cidadão globalizado do terceiro mundo em viagem de turismo e/ou compromisso profissional e um migrante à procura de terra melhor para viver como fizeram os espanhóis na virada do séc. XIX para o séc. XX no Brasil.
Não importam euros, não importam cartões internacionais, não importam reservas agendadas em hotéis.
Para um suiço, americano ou alemão, tudo bem.
Trantando-se de Brasil, "macaquitos", mandem-nos de volta às suas selvas.

Quem será o Duda Mendonça do Zapatero? Certamente, o publi-hispânico falou: "a linguagem mais entendida no planeta é a dos números. Vamos aumentar o volume de cidadãos a terem sua entrada negada em nosso país. A parcela de eleitores indecisos na direita, certamente, encontrará eco em nosso programa, através desta atitude". Já deu certo Dudaracho! Chega.

Acredito que esta aporrinhação vexaminosa vá diminuir sua freqüência.
E o honesto cidadão brasileiro, ao desembarcar na Espanha, possa ouvir algo mais polido do que "Cala-te".





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