Prezado(a), esteja certo: na Europa, o respeito pela cerveja belga é imenso. Este é o segundo post sobre minha passagem por BER e AMS. Nas duas capitais, a despeito do alto nível quantiqualitativo, é impossível degustar o tema sem ouvir "Bélgica". Na foto abaixo, fica a sugestão pré-durante-pós viagem a paraísos de lúpulo, trigo, cevada e afins. Não me refiro apenas às quase geladas abaixo. Mas também ao livro disponível nas prateleiras etílicas das nossas livrarias.
As cervejas que ilustram a foto (da esquerda para direita) ao lado da publicação:
CELIS WHITE _ belgian white beer
HOPEN _ holandesa (marca cultuada)
HOPEN STOUT EXTRA _ holand too
CORSENDONK _ belga
É possível comprar, foi o caso em Amsterdã, caixinhas com seis garrafas do tamanho destas cervas _ entre 300ml a 350ml, com preciosidades de cada país. Meia dúzia da Holanda, ou belga, ou alemã. Elas custam uma pechincha comparadas, pra variar, aos nossos preços de mercado. Caixinha, com alça e tudo, entre 11 e 13,50 euros _ meia-dúzia.
Em Amsterdã a visita a uma das lojas da rede Gaal&Gaal é obrigatória. E a que fica atrás do palácio real, Koninklijk Paleis, ainda hoje usado para eventos pela nobreza, é a maior delas. Um delírio para cultuadores de cervas, vinhos, destilados e afins. O local fica a poucos passos da badaladíssima praça Dam.
E aqui segue uma info vexaminosa. Olhando esta Gaal&Gaal de frente, na rua à esquerda, há um paraíso dedicado exclusivamente à cerveja _ são mais de 300 de inúmeras partes do mundo, contudo, principalmente do triângulo da cevada: Holanda, Bélgica, Alemanha. Esqueci de anotar o nome do local. Ares de Amsterdã...
É um estabelecimento para se comprar e levar. Eles não possuem habilitação para se beber lá dentro. E na calçada próxima também não. Razão? A proximidade do luxurioso Red District, o Bairro Vermelho.
Se você não achar esta loja sozinho, alguém na Gaal o informará. Poucos passos uma da outra.

O "Catecismo da cerveja" é uma dessas preciosidades editoriais para quem gosta de beber, mas detesta engasgar com texto de gato mestre, pseudo-sábio, que desce quadrado. Mr. Conrad Seidl é um autor que está para cerveja como o inglês Hugh Johnson está para os vinhos.
Ou seja, se a unanimidade for realmente burra, estes aqui pelo menos merecem 90% de aceitação.
Conrad, austríaco, trata o tema de forma didática: dúvida e esclarecimento. Você tem algum questionamento? Vasculhe os tópicos por ele apresentados _ "Cevada e lúpulo..." e "Recordes e curiosidades" são alguns deles, atráves de 567 perguntas com suas respectivas respostas.
Tudo de forma objetiva, cristalina, sobre o líquido inúmeras vezes quase turvo. Aliás, que delícia _ tratando-se de corpo robusto e aroma complexo _ a trapista Orval. Disponível _ volta e meia _ em algum supermercado Zona Sul carioca.
Mas, o "que são cervejas trapistas"?

"São cervejas fabricadas nos mosteiros trapistas (N. do T. _ Trapistas: religiosos da ordem da Trapa, fundada em 1140, na Fraça) da Bélgica, que não existem em grande número".
O autor cita cinco mosteiros em terreno belga, entre eles os da supra-fotografa Orval, e ainda uma exceção, fundada em 1884 na Holanda, que responde pela comercialiação da marca La Trappe (suas diferentes opções são um passeio encantador).
A catequese de Conrad é explicar sem confundir. Independente da gradação alcoólica do leitor, seu desejo é conversão.
Livro:
"O catecismo da cerveja" (Conrad Seidl _ Edt. Senac São Paulo). Ilustrações do brasileiro Jaguar.
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