sexta-feira, 22 de agosto de 2008

No Rio, a "esquerda" não tem direito de errar! É desumano!


Em tempos obtusos da política brasileira _ sei, eu sei e falo sempre de Berlusconi na Itália, Bush nos EUA, um nazista na Áustria _ uma pergunta torna-se imperativa: Deus nosso, o que justifica propaganda eleitoral a sujar a nossa sala de estar?
Nem vou gastar tempo, comentando vereador assassino, prefeito comprovadamente ladrão buscando ser reeleito, pastor exorcista com livre tráfego no tráfico.
Não, esse não é o meu calo. O meu é ser decepcionado por aqueles em quem espero ainda ter algum respeito.

O FHC fez tantas licenças poéticas em sua passagem pelo poder, que seu amigo Giannotti chegou a afirmar ser necessário uma nova/outra "ética" para se compreender uma espécie de práxis política contemporânea. Algo do tipo...
O Lula, embasado pelo seu marketeiro, falou em esperança sobre o medo. Algo do tipo...

Pois bem, dois ex-colegas de panfletagem de rua na virada dos anos 70/80, FH e Luís Inácio, em seus exercícios de poder executivo, trataram de aniquilar a carga semântica inerente a estes substantivos.

Em tempos de sujeição à regra global, e eu sou um entusiasta da globalização como escopo para câmbio de conhecimentos, "ética" passou a ter valor de mercado _ os tucanos em sua chalra falam da privatização como um projeto perfeito. Qualquer prejuízo ao estado foi compreensível frente a esta nova ética. Tucanos ou maritacas?

E os petistas aposentaram um chavão antropológico: "A esperança é a última que morre". Nós, cidadãos cariocas sob um céu de cometas traçantes, diariamente, temos é de perseverar. A que distância de algum de nós ou dos nossos estará o próximo tiro? Perseverança é o que nos resta. A esperança de uma nação digna foi assassinada pelo PT.

Bem, ia esquecendo do tema original, noutro post volto ao desastre pós-quatro governos seguidos a partir de São Paulo (estado que adoro)
Eu quero falar da esquina, dos candidatos da nossa cidade, a partir de duas questões nestes tempos de horário eleitoral e campanha de rua.

Na campanha anterior, para deputados e governador, ali em Copacabana, dia após dia, eu via seres humanos segurando placas com a estampa de algum candidato.
Gente transformada em poste, placa, pessoas-pet. Descartáveis ao término de cada pleito, mês, semana, dia ou hora.
O que me incomodou certo dia foi observar que ao lado de um pobre coitado segurando a placa dum escroto contumaz há anos no poder legislativo, estava um outro pobre coitado segurando a placa do sociólogo Luiz Eduardo Soares.
Gosto dele, está lá no seu currículo em seu simpático site: "É mestre em Antropologia Social, doutor em Ciência Política, com pós-doutorado em Filosofia Política".
Eu fiquei encasquetado. Será que o Doutor Luiz Eduardo esqueceu dos danos à saúde causados pela reificação?

E também vi gente distribuindo papel com sigla, número e face do meu, há anos, deputado federal Fernando Gabeira. Faria a mesma pergunta a ele!
Nada de bomba atômica deputado, correto? Mas explodir os poros dos escravos eleitorais contratatos, expostos a diário sol escaldante, sob pena de contribuição para câncer de pele pode, correto?

Prezado Gabeira, você terá o meu voto para prefeito. Bem melhor que anular. E você foi o único motivo para eu parar durante segundos frente à TV, colocando som. Pois durante o horário eleitoral ela fica muda.
Sou antigo entusiasta seu, mas antes de qualquer anúncio de projeto educacional para esta cidade aos escombros, por favor, mande alguém corrigir na base da tela algo do tipo "... candidato à prefeito".










Nenhum comentário: